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Domingo, 25 de outubro de 2026
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Receita da Meta sobe 26% e chega a US$ 64,6 bilhões no trimestre

Receita da Meta chega a US$ 64,6 bilhões no 3º trimestre, com US$ 63 bi em anúncios. Encargo judicial de US$ 9,89 bi pesa no lucro. Veja o que muda na mídia.

RM
Redação Meteoro 23 de outubro de 2026 · 3 min de leitura
Receita da Meta sobe 26% e chega a US$ 64,6 bilhões no trimestre

A publicidade respondeu por US$ 63,06 bilhões do faturamento entre julho e setembro. O lucro carregou um encargo de US$ 9,89 bilhões ligado a um acordo judicial nos Estados Unidos.

A receita da Meta somou US$ 64,6 bilhões no terceiro trimestre de 2026, alta de 26% sobre o mesmo período do ano passado. O balanço foi divulgado na quarta-feira (21). A publicidade gerou US$ 63,06 bilhões, também com crescimento de 26%, e segue como quase toda a receita da dona de Facebook, Instagram e WhatsApp.

Receita da Meta cresce mesmo com encargo bilionário

O lucro líquido chegou a US$ 9,86 bilhões, 264% acima dos US$ 2,71 bilhões do terceiro trimestre de 2025. A comparação parte de uma base baixa, já que o resultado do ano anterior tinha sido reduzido por um encargo tributário extraordinário.

No trimestre atual, a empresa lançou US$ 9,89 bilhões em despesas ligadas a um acordo com 52 procuradores-gerais dos Estados Unidos em ações sobre os efeitos das redes sociais na saúde mental de adolescentes. O acordo prevê pagamentos de até cerca de US$ 18,59 bilhões. Sem esse encargo, o lucro por ação teria sido de US$ 7,40, contra US$ 3,83 reportados.

Audiência, IA e investimento

A Meta informou média de 3,64 bilhões de pessoas ativas por dia em seus aplicativos em setembro, alta de 3% em um ano. O investimento em infraestrutura somou US$ 34,91 bilhões no trimestre, e a projeção de capex para 2026 foi estreitada para a faixa de US$ 135 bilhões a US$ 145 bilhões. A previsão de despesas totais do ano subiu para US$ 175 bilhões a US$ 179 bilhões, puxada pelo encargo judicial.

A empresa terminou setembro com 66.775 funcionários, 15% menos do que um ano antes. No balanço, a Meta citou o lançamento do Muse, seu novo modelo de IA, e afirmou que a inteligência artificial já gera receita adicional de publicidade ao melhorar recomendações, engajamento e monetização.

Para o quarto trimestre, a projeção de receita vai de US$ 73 bilhões a US$ 76 bilhões, com impacto cambial negativo estimado em cerca de 1%.

O que o resultado diz para quem compra mídia

Crescer 26% sobre uma base desse tamanho mostra que os anunciantes seguem concentrando verba nas plataformas da Meta, cada vez mais apoiados em automação com IA para segmentar e produzir peças. Para agências e anunciantes, isso significa menos controle manual sobre onde e para quem o anúncio aparece, e mais dependência dos sinais que a própria plataforma usa para otimizar.

A projeção para o fim do ano também merece atenção. O quarto trimestre concentra Black Friday e compras de Natal, e uma previsão de até US$ 76 bilhões indica demanda forte por inventário. Em períodos assim, a disputa por espaço costuma pressionar os custos de mídia, o que reforça a importância de fechar planejamento e criativos com antecedência.

O encargo judicial, por sua vez, sinaliza que o custo regulatório das redes sociais está subindo. É um tema que interessa a quem trabalha com brand safety e com públicos jovens.

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