Meta limita anúncios sobre política até o 2º turno: o que muda para quem anuncia
Até 25 de outubro, a Meta só aceita anúncios sobre temas políticos de candidatos e partidos registrados. Veja prazos, revisão humana e o efeito para marcas.

Até o segundo turno, em 25 de outubro, a Meta só permite anúncios sobre temas sociais, políticos ou eleitorais de candidatos, partidos, coligações e federações registrados no TSE.
A empresa colocou o sistema no ar na segunda-feira (19). A alternativa seria bloquear toda a categoria de anúncios sobre temas sociais e política, e a Meta optou por construir uma lista de anunciantes autorizados, a Ads Allow List. A própria empresa reconhece que podem ocorrer erros, incluindo bloqueio indevido de anunciantes autorizados.
Até o dia 25, órgãos públicos, ONGs e veículos de imprensa também ficam impedidos de anunciar nessa categoria. Segundo a Meta, publicações orgânicas e discussão política não são afetadas.
Prazos de defeso
A Meta informou ao TSE que vai bloquear a geração de conteúdo sintético por IA 72 horas antes e 24 horas depois de cada turno, e a veiculação de anúncios pagos 48 horas antes e 24 horas depois. A comprovação das medidas estava prevista para 21 de outubro.
Revisão humana e decisões do TSE
Em 16 de outubro, o plenário do TSE confirmou por unanimidade uma liminar sobre a atuação da Meta nas campanhas presidenciais. Antes de restringir uma conta de anúncios das campanhas, a empresa precisa de análise humana, e, se houver bloqueio automático, a revisão deve ocorrer em até duas horas. A ordem vale até 25 de outubro, com multa diária em caso de descumprimento.
Na segunda-feira, o ministro Marco Aurélio Bellizze deu 24 horas para a Meta comprovar o tratamento igualitário às duas campanhas e elevou a multa diária de R$ 500 mil para R$ 1 milhão em caso de descumprimento. A Meta nega tratamento desigual e afirma que cumpre as regras eleitorais brasileiras. A ANPD também notificou a empresa, que tem cinco dias úteis para explicar critérios de suspensão de contas, remoção de conteúdo e restrição de alcance.
O que muda para marcas e agências
Anunciantes de categorias próximas ao tema, como causas sociais, instituições, entidades e veículos de comunicação, podem ter anúncios barrados mesmo sem relação direta com a eleição. Vale revisar campanhas em andamento, acompanhar rejeições no gerenciador e ter canais alternativos de veiculação até o fim do período.
Os prazos de defeso também mexem no calendário. Quem planejou entregas de mídia paga perto do dia 25 precisa considerar as janelas de bloqueio de 48 horas antes e 24 horas depois.
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