Mídia da Coca-Cola na América do Norte vai ao Omnicom em dezembro
Coca-Cola mantém o WPP como parceiro global e entrega ao Omnicom mídia, dados e CRM nos EUA e no Canadá a partir de dezembro. No Brasil, nada muda na mídia.

A empresa manteve o WPP como parceiro global de mídia e criação e escolheu o Omnicom para cuidar de mídia, dados e CRM nos Estados Unidos e no Canadá. No Brasil, a mídia segue com o WPP.
A mídia da Coca-Cola na América do Norte vai para o Omnicom. A The Coca-Cola Company divulgou na quinta-feira (22) o resultado da revisão global de agências: o WPP continua com a mídia em todos os mercados, exceto América do Norte, Japão e Coreia do Sul, e mantém a criação global, que não entrou na concorrência. A nova estrutura será implantada em fases a partir de 1º de dezembro.
O que o Omnicom assume na mídia da Coca-Cola
Nos Estados Unidos e no Canadá, o Omnicom reúne em um mesmo pacote mídia, dados, CRM, programas de fidelidade e trabalho com criadores de conteúdo. Pelo comunicado da empresa, o StudioX, estrutura do WPP, atuará em conjunto com o Omnicom na região. No Japão e na Coreia do Sul, a mídia segue com a Dentsu, mercados que ficaram fora da revisão.
O WPP também foi citado pela Coca-Cola por suas frentes de creators, comércio e retail media e pela sua solução de dados. O anúncio foi feito em nome de Manolo Arroyo, vice-presidente executivo e diretor de marketing e de relações comerciais com clientes da companhia.
Troca em cadeia com a PepsiCo
A decisão fecha uma sequência que começou em setembro. A Publicis, que atendia a mídia da Coca-Cola na América do Norte, conquistou a conta global de mídia da PepsiCo e deixou a disputa da concorrente. A conta da PepsiCo estava com o Omnicom havia muitos anos.
Em pouco mais de um mês, as duas rivais do setor de refrigerantes trocaram de holding de mídia no maior mercado publicitário do mundo. O Omnicom perdeu um cliente histórico e, na sequência, ganhou o principal concorrente dele na mesma região.
O que muda para o Brasil
Pelo comunicado, a mídia da marca no Brasil continua sob o WPP, já que a exceção ao contrato global se limita à América do Norte, ao Japão e à Coreia do Sul. Para veículos e exibidores brasileiros, o interlocutor da Coca-Cola não muda.
O efeito por aqui é indireto e aparece no formato da concorrência. A Coca-Cola não contratou só compra de mídia. Ela pediu um pacote que junta mídia, dados de clientes, CRM, fidelidade e creators sob uma mesma gestão. É o modelo que as holdings vêm oferecendo aos grandes anunciantes globais, e que tende a chegar às concorrências locais quando os contratos regionais forem revistos.
Para agências independentes e especialistas, isso significa disputar contas em que a mídia é só uma parte da entrega. Para os veículos, significa negociar com compradores que chegam com mais dado próprio do anunciante e com metas ligadas a venda, não só a audiência.
Leia também:
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Fontes
- The Coca-Cola Company Selects Agency Partners to Accelerate the Future of Marketing
- Omnicom conquista mídia da Coca-Cola na América do Norte
- Omnicom Nabs Coca-Cola’s North America Media Account While WPP Retains Globally
- Omnicom lands Coca-Cola’s North American media business, as WPP retains its global remit
- Publicis wins PepsiCo’s media, pulls out of Coca-Cola pitch



