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Domingo, 25 de outubro de 2026
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Mídia da Coca-Cola na América do Norte vai ao Omnicom em dezembro

Coca-Cola mantém o WPP como parceiro global e entrega ao Omnicom mídia, dados e CRM nos EUA e no Canadá a partir de dezembro. No Brasil, nada muda na mídia.

RM
Redação Meteoro 23 de outubro de 2026 · 3 min de leitura
Mídia da Coca-Cola na América do Norte vai ao Omnicom em dezembro

A empresa manteve o WPP como parceiro global de mídia e criação e escolheu o Omnicom para cuidar de mídia, dados e CRM nos Estados Unidos e no Canadá. No Brasil, a mídia segue com o WPP.

A mídia da Coca-Cola na América do Norte vai para o Omnicom. A The Coca-Cola Company divulgou na quinta-feira (22) o resultado da revisão global de agências: o WPP continua com a mídia em todos os mercados, exceto América do Norte, Japão e Coreia do Sul, e mantém a criação global, que não entrou na concorrência. A nova estrutura será implantada em fases a partir de 1º de dezembro.

O que o Omnicom assume na mídia da Coca-Cola

Nos Estados Unidos e no Canadá, o Omnicom reúne em um mesmo pacote mídia, dados, CRM, programas de fidelidade e trabalho com criadores de conteúdo. Pelo comunicado da empresa, o StudioX, estrutura do WPP, atuará em conjunto com o Omnicom na região. No Japão e na Coreia do Sul, a mídia segue com a Dentsu, mercados que ficaram fora da revisão.

O WPP também foi citado pela Coca-Cola por suas frentes de creators, comércio e retail media e pela sua solução de dados. O anúncio foi feito em nome de Manolo Arroyo, vice-presidente executivo e diretor de marketing e de relações comerciais com clientes da companhia.

Troca em cadeia com a PepsiCo

A decisão fecha uma sequência que começou em setembro. A Publicis, que atendia a mídia da Coca-Cola na América do Norte, conquistou a conta global de mídia da PepsiCo e deixou a disputa da concorrente. A conta da PepsiCo estava com o Omnicom havia muitos anos.

Em pouco mais de um mês, as duas rivais do setor de refrigerantes trocaram de holding de mídia no maior mercado publicitário do mundo. O Omnicom perdeu um cliente histórico e, na sequência, ganhou o principal concorrente dele na mesma região.

O que muda para o Brasil

Pelo comunicado, a mídia da marca no Brasil continua sob o WPP, já que a exceção ao contrato global se limita à América do Norte, ao Japão e à Coreia do Sul. Para veículos e exibidores brasileiros, o interlocutor da Coca-Cola não muda.

O efeito por aqui é indireto e aparece no formato da concorrência. A Coca-Cola não contratou só compra de mídia. Ela pediu um pacote que junta mídia, dados de clientes, CRM, fidelidade e creators sob uma mesma gestão. É o modelo que as holdings vêm oferecendo aos grandes anunciantes globais, e que tende a chegar às concorrências locais quando os contratos regionais forem revistos.

Para agências independentes e especialistas, isso significa disputar contas em que a mídia é só uma parte da entrega. Para os veículos, significa negociar com compradores que chegam com mais dado próprio do anunciante e com metas ligadas a venda, não só a audiência.

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