iFood leva caça a ofertas ao metrô de São Paulo antes do 10/10
iFood espalha QR codes em peças de OOH das linhas 3 e 4 do metrô de São Paulo, com ofertas das 18h às 18h59, para aquecer o público para a data dupla 10/10

O app transforma peças de OOH das linhas 3-Vermelha e 4-Amarela em uma caça a QR codes nesta sexta, véspera da data dupla de sábado.
O iFood colocou o metrô de São Paulo no centro do aquecimento para a data promocional 10/10. A partir desta sexta-feira, 9 de outubro, peças de mídia exterior nas linhas 3-Vermelha e 4-Amarela trazem QR codes que o passageiro precisa encontrar e escanear para chegar às ofertas. A criação é da YouDare.
A mecânica pede participação. Os códigos aparecem montados em formato de produtos vendidos no app, como um x-burger e um pacote de fraldas, e só uma parte deles esconde descontos. As ofertas ficam ativas entre 18h e 18h59 e cobrem itens de mercado, farmácia e restaurantes. Nas imagens da campanha, os painéis anunciam descontos de até 60%.
Segundo a empresa, o objetivo é preparar o público para as promoções do sábado, 10 de outubro. A data dupla virou um dos marcos do calendário do varejo digital, ao lado de 11/11 e da Black Friday, e o iFood tenta chegar a ela com o consumidor já engajado.
Por que o metrô
A escolha das duas linhas tem lógica de audiência. A Linha 3-Vermelha liga as zonas leste e oeste passando pelo centro, e a 4-Amarela corta eixos de escritórios e áreas de consumo da zona oeste. A janela das ofertas, no fim da tarde, coincide com o horário de volta para casa, quando o passageiro está parado na plataforma ou no vagão e com o celular na mão.
O formato também resolve um problema antigo do OOH: provar resposta. Cada leitura de QR code é um clique rastreável, o que permite ao anunciante ligar a peça física a uma visita no app dentro de uma janela curta de tempo. Para quem vende mídia em transporte, é um argumento a mais na conversa com marcas de performance.
O que observar para o mercado
Ações desse tipo usam o painel como ponto de entrada de uma jornada que termina no app. O iFood já usa o próprio app como canal de mídia para parceiros e, com a ação, testa o caminho inverso: levar o público da rua para dentro da plataforma em um horário específico.
Para quem compra OOH, o caso mostra que a criação precisa prever o gesto do passageiro. Um QR code pequeno, em local de passagem rápida, perde leitura. Já peças em plataforma, onde a espera é de alguns minutos, favorecem a interação. Para quem vende, a demanda por inventário com dados de leitura e janela horária tende a crescer em datas como 10/10, 11/11 e Black Friday.
A empresa não divulgou o número de peças, o investimento nem a concessionária responsável pelo inventário.
Leia também:
- iFood vai investir R$ 24 bilhões no Brasil até março de 2027
- Retail media além do varejo: apps e delivery viram mídia
- Como medir a audiência do OOH no Brasil
- OOH cresce 48,6% no Brasil e já representa 14,8% do mercado publicitário
Acompanhe o Portal Meteoro para mais análises do mercado de mídia e OOH.



