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Sábado, 24 de outubro de 2026
Mídia IVC muda auditoria de eventos e mede público presencial e remoto
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IVC muda auditoria de eventos e mede público presencial e remoto

Auditoria de eventos do IVC passa a medir público presencial e remoto sem dupla contagem e abre o serviço a organizadores. Veja o que muda para patrocinadores.

RM
Redação Meteoro 20 de outubro de 2026 · 2 min de leitura
IVC muda auditoria de eventos e mede público presencial e remoto

O Instituto Verificador de Comunicação passa a medir de forma consolidada o público presencial e remoto de eventos e abre o serviço também para organizadores que não são veículos.

O IVC Brasil reformulou sua auditoria de eventos. A partir de agora, o instituto mede em conjunto a audiência presencial e a remota de um mesmo evento, sem contagem duplicada de quem acompanhou nos dois formatos. A mudança faz parte de uma estratégia que o IVC chama de visão omnichannel de audiência, que junta dados de impresso, sites, newsletters, streaming, eventos e, em alguns casos, redes sociais.

O serviço deixou de ser uma categoria de filiação e virou um contrato adicional para os publishers já associados. Empresas organizadoras de eventos que não são veículos também podem contratar a auditoria, desde que entrem no instituto como assinantes.

Como funciona a nova auditoria de eventos

A verificação vale para eventos corporativos, de consumo, híbridos, técnicos, científicos, culturais e sociais, além de webinars. O IVC certifica visitantes únicos, perfil do público e ações realizadas durante o evento. A presença é validada pelo cruzamento entre dados de inscrição, registros de catraca e relatórios financeiros de bilheteria.

O relatório inclui dados demográficos e profissionais, como cargos com poder de decisão, e verifica atividades de patrocinadores e expositores, como palestras, painéis e distribuição de brindes. O contrato precisa ser fechado antes da abertura do evento.

O que muda para quem compra patrocínio e mídia

Eventos viraram linha de receita importante para veículos de comunicação, que vendem cotas de patrocínio, ativações e conteúdo pago em torno de congressos, festivais e premiações. O problema para o comprador sempre foi o número declarado. Público estimado pelo próprio organizador, somado a visualizações online sem critério comum, dificulta comparar um evento com outro ou com uma campanha de mídia.

Com a auditoria consolidada, o anunciante passa a ter um dado certificado de alcance único, o que permite calcular custo por pessoa impactada e comparar patrocínio com outros meios no mesmo plano. Para o veículo, o selo de terceiro independente ajuda a defender preço na renegociação de cotas.

O movimento também conversa com a pressão por métricas comparáveis entre meios. Quanto mais pontos de contato forem auditados pela mesma régua, mais fácil fica justificar verba fora da mídia tradicional, inclusive em órgãos públicos, que dependem de dado verificado para contratar.

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