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Domingo, 25 de outubro de 2026
OOH Quanto custa anunciar em outdoor e em painel de LED?
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Quanto custa anunciar em outdoor e em painel de LED?

Anunciar em outdoor custa de algumas centenas a pouco mais de mil reais por placa, por período de veiculação, segundo pesquisas de preço feitas em licit...

Alexandre Marques
Alexandre Marques Publicitário e especialista em comunicação institucional 10 de outubro de 2026 · 6 min de leitura
Licitações mostram outdoor de R$ 300 a R$ 1,5 mil por placa e LED vendido por inserções. Veja o que define o preço e como comparar propostas.
Licitações mostram outdoor de R$ 300 a R$ 1,5 mil por placa e LED vendido por inserções.

Anunciar em outdoor custa de algumas centenas a pouco mais de mil reais por placa, por período de veiculação, segundo pesquisas de preço feitas em licitações públicas recentes. Já o painel de LED costuma ser vendido por cotas de inserções: um termo de referência do governo de Goiás estimou em R$ 12 mil por mês o valor de 48 mil inserções de 10 segundos em um painel de grande porte.

Esses números servem como referência, não como preço de tabela. O valor final muda conforme cidade, localização do ponto, formato, período, produção da peça e negociação com o exibidor. Em grandes mercados como São Paulo e Rio de Janeiro, esta apuração não encontrou tabela pública de preços: o caminho é pedir cotação.

Preço para anunciar em outdoor

O outdoor tradicional, a placa de 9 x 3 metros, é vendido por bissemana, período de cerca de 15 dias, e o preço é cobrado por placa. As referências públicas encontradas ficam entre R$ 300 e R$ 1,5 mil por unidade, dependendo da cidade e do que está incluído.

Três licitações dão a dimensão desses valores:

Há uma ressalva importante: compras públicas envolvem volume, disputa entre fornecedores e cidades fora do eixo São Paulo e Rio. Um anunciante privado que contrata poucas placas, em pontos de grande fluxo de uma capital, tende a encontrar preços diferentes. Os valores também não foram corrigidos pela inflação.

Preço para anunciar em painel de LED

No painel de LED, o anunciante não compra a tela inteira: compra uma cota de inserções, ou seja, um número de exibições do seu filme ou arte, com duração fixa de alguns segundos, que se alterna com os anúncios de outras marcas ao longo do dia. O preço depende de quantas inserções entram no pacote, do período contratado e da localização da tela.

Uma referência pública vem da Ceasa-GO, em Goiânia. O termo de referência para a instalação de um painel de LED no local, de outubro de 2024, estimou em R$ 12 mil mensais o valor de um mínimo de 48 mil inserções de 10 segundos, com a tela funcionando 20 horas por dia. A conta dá cerca de R$ 0,25 por inserção.

O número precisa ser lido com cuidado. Trata-se de uma estimativa feita em um contrato de concessão, para um ponto específico, e não do preço de balcão cobrado de um anunciante. Telas em avenidas de grande fluxo, shoppings ou aeroportos de capitais tendem a trabalhar com outras faixas, que só aparecem na cotação.

Parte do inventário digital também pode ser comprada por mídia programática. Nesse modelo, o preço costuma ser negociado por CPM, o custo por mil impressões estimadas, e não por pacote fechado de inserções.

Fatores que definem o preço em mídia exterior

Seis fatores explicam quase toda a variação de preço entre propostas de outdoor e de painel de LED:

  1. Praça: a mesma placa custa diferente em uma capital e em uma cidade média, como mostram as cotações de licitações em Campo Grande e São Luís.
  2. Ponto: dentro da cidade, avenidas de grande fluxo, cruzamentos e entornos de shopping valem mais do que vias secundárias.
  3. Formato: outdoor, front-light, empena, mobiliário urbano e telas de LED têm lógicas de venda próprias. No digital, pesam também o número de inserções e a quantidade de marcas na rotação.
  4. Período: o outdoor é contratado por bissemana; o LED, por semana ou mês. Contratos mais longos costumam abrir espaço para negociação.
  5. Produção: no outdoor, impressão e colagem podem estar incluídas no preço ou ser cobradas à parte. No LED, a peça precisa ser entregue no formato e na resolução da tela.
  6. Remuneração da agência: quando a compra passa por agência, as Normas-Padrão do mercado recomendam que o desconto-padrão de agência não seja inferior a 20% do valor negociado com o veículo, segundo o Cenp.

Há ainda um fator que não aparece na proposta, mas pode custar caro: a regularização do ponto. A publicidade em espaços externos é regida por leis municipais, como a Lei Cidade Limpa de São Paulo, e um ponto irregular pode ser retirado antes do fim da campanha. Pergunte ao exibidor se a estrutura está licenciada.

Comparação entre propostas de outdoor e de painel de LED

A forma mais justa de comparar propostas é pelo CPM, o custo por mil impressões. Ele mostra quanto se paga para o anúncio ser visto mil vezes e permite colocar lado a lado formatos com preços e períodos diferentes.

O cálculo é simples:

CPM = (custo total da veiculação ÷ impressões estimadas) × 1.000

Um exemplo hipotético ajuda a ver a lógica. Uma placa de R$ 1.000 por bissemana, com 200 mil impressões estimadas no período, tem CPM de R$ 5. Uma tela de LED de R$ 3.000 no mesmo período, com 1 milhão de impressões estimadas para a cota contratada, tem CPM de R$ 3. A proposta mais cara no total sai mais barata por pessoa impactada.

O CPM só vale se as impressões forem confiáveis. Peça ao exibidor a fonte e a metodologia da estimativa de audiência, como contagem de fluxo, dados de localização de celulares ou estudo de instituto, e desconfie de números sem origem. No painel de LED, confira também se a audiência informada é a da tela inteira ou a proporcional às suas inserções.

Anunciar em outdoor com orçamento pequeno

Dá, desde que o plano seja concentrado. Pelas referências de licitações, uma única placa de outdoor por uma bissemana pode custar menos de R$ 1 mil em cidades médias e capitais fora do eixo São Paulo e Rio. Para um comércio local, uma ou duas placas no caminho dos clientes podem fazer mais sentido do que espalhar a verba pela cidade.

Algumas escolhas ajudam a esticar o orçamento:

  • Concentrar a região: escolher pontos no entorno da loja ou nas vias de acesso ao bairro.
  • Mirar o calendário: veicular em datas com maior intenção de compra, como Dia das Mães, Black Friday e Natal, em vez de manter presença fraca o ano todo.
  • Negociar períodos maiores: contratos de várias bissemanas ou meses costumam ter condições melhores.
  • Considerar formatos menores: mobiliário urbano, telas em elevadores ou em pontos de venda podem ter tickets de entrada mais baixos do que grandes formatos.
  • Medir o retorno: um QR Code ou cupom exclusivo da campanha ajuda a saber se a peça trouxe clientes.

Antes de fechar, peça ao menos três cotações, com preço, período, produção incluída ou não e estimativa de audiência descritos por escrito. É a única forma de comparar propostas de igual para igual. E, para avaliar se o investimento faz sentido para a sua marca, vale entender também as vantagens da publicidade OOH além do preço.

Leia também: CPM barato no OOH costuma sair caro quando a base não é a mesma

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