AliExpress entra no programa de afiliados do YouTube no Brasil
AliExpress amplia parceria com os afiliados do YouTube e inclui o Brasil. Criadores poderão marcar produtos em vídeos e lives. Veja o que muda para marcas.

Parceria global permite que criadores marquem produtos do marketplace em vídeos, Shorts e lives e recebam comissão sobre as vendas.
O AliExpress anunciou na terça-feira (20) a expansão de sua parceria com o programa de afiliados do YouTube Shopping para quatro mercados: Brasil, Estados Unidos, Reino Unido e Alemanha. O acordo, que estreou na Coreia do Sul em março, permite que criadores elegíveis escolham produtos do marketplace dentro do YouTube Studio e os apresentem como recomendações compráveis.
A empresa informa que a liberação será feita por fases, acompanhando a chegada do programa de afiliados do YouTube a cada país. Não há data definida para o início no Brasil.
Como funcionam os afiliados do YouTube com o AliExpress
O criador que cumpre os requisitos de canal e do programa de afiliados se inscreve pelo YouTube Studio. Ali, encontra dados de produtos mais vendidos e em alta no AliExpress e marca os itens em vídeos longos, Shorts e transmissões ao vivo. O espectador que clica é levado ao AliExpress para concluir a compra, e o criador recebe comissão sobre vendas qualificadas. O percentual não foi divulgado.
O foco inicial é a linha Brand+, que reúne produtos de marcas internacionais e locais em categorias como eletrônicos, esportes e ar livre, casa e estilo de vida.
O que muda para marcas e varejistas
Para o mercado brasileiro, o anúncio coloca mais um grande vendedor estrangeiro dentro de um canal que mistura entretenimento e compra. Marcas que já trabalham com criadores passam a dividir espaço nos mesmos vídeos com produtos vendidos por comissão, sem que o criador precise de um contrato de publicidade para indicá-los.
Para varejistas locais, a mudança aumenta a pressão no commerce media. Quem vende produtos parecidos terá de avaliar se oferece comissões competitivas aos criadores e se tem catálogo integrado a programas de afiliados semelhantes.
Para agências, o ponto de atenção é a transparência. O comunicado não informa se vendedores poderão negociar diretamente com criadores nem como o conteúdo comissionado será sinalizado nos vídeos brasileiros, tema acompanhado de perto pela autorregulação publicitária no país.
Há ainda a questão da medição. Programas de afiliados entregam dado de venda, algo que ações de awareness com criadores raramente oferecem. Isso pode levar anunciantes a comparar o custo de uma ação paga com o retorno gerado por criadores que já indicam produtos por comissão.
Disputa pelo vídeo como vitrine
O acordo reforça a aposta do YouTube em compras dentro da plataforma, incluindo transmissões ao vivo, formato que ainda busca escala em vários mercados. Para o AliExpress, que já disputa o consumidor brasileiro com outros marketplaces estrangeiros, o vídeo de criador funciona como vitrine com recomendação embutida, um caminho que tende a ganhar peso nas datas de varejo do fim do ano.
Leia também:
- Como o vídeo curto mudou a descoberta de produtos
- Retail media além do varejo: apps e delivery viram mídia
Acompanhe o Portal Meteoro para mais análises do mercado de mídia e OOH.



