Pular para o conteúdo
Sábado, 24 de outubro de 2026
Inovação AliExpress entra no programa de afiliados do YouTube no Brasil
Inovação

AliExpress entra no programa de afiliados do YouTube no Brasil

AliExpress amplia parceria com os afiliados do YouTube e inclui o Brasil. Criadores poderão marcar produtos em vídeos e lives. Veja o que muda para marcas.

RM
Redação Meteoro 22 de outubro de 2026 · 3 min de leitura
AliExpress entra no programa de afiliados do YouTube no Brasil

Parceria global permite que criadores marquem produtos do marketplace em vídeos, Shorts e lives e recebam comissão sobre as vendas.

O AliExpress anunciou na terça-feira (20) a expansão de sua parceria com o programa de afiliados do YouTube Shopping para quatro mercados: Brasil, Estados Unidos, Reino Unido e Alemanha. O acordo, que estreou na Coreia do Sul em março, permite que criadores elegíveis escolham produtos do marketplace dentro do YouTube Studio e os apresentem como recomendações compráveis.

A empresa informa que a liberação será feita por fases, acompanhando a chegada do programa de afiliados do YouTube a cada país. Não há data definida para o início no Brasil.

Como funcionam os afiliados do YouTube com o AliExpress

O criador que cumpre os requisitos de canal e do programa de afiliados se inscreve pelo YouTube Studio. Ali, encontra dados de produtos mais vendidos e em alta no AliExpress e marca os itens em vídeos longos, Shorts e transmissões ao vivo. O espectador que clica é levado ao AliExpress para concluir a compra, e o criador recebe comissão sobre vendas qualificadas. O percentual não foi divulgado.

O foco inicial é a linha Brand+, que reúne produtos de marcas internacionais e locais em categorias como eletrônicos, esportes e ar livre, casa e estilo de vida.

O que muda para marcas e varejistas

Para o mercado brasileiro, o anúncio coloca mais um grande vendedor estrangeiro dentro de um canal que mistura entretenimento e compra. Marcas que já trabalham com criadores passam a dividir espaço nos mesmos vídeos com produtos vendidos por comissão, sem que o criador precise de um contrato de publicidade para indicá-los.

Para varejistas locais, a mudança aumenta a pressão no commerce media. Quem vende produtos parecidos terá de avaliar se oferece comissões competitivas aos criadores e se tem catálogo integrado a programas de afiliados semelhantes.

Para agências, o ponto de atenção é a transparência. O comunicado não informa se vendedores poderão negociar diretamente com criadores nem como o conteúdo comissionado será sinalizado nos vídeos brasileiros, tema acompanhado de perto pela autorregulação publicitária no país.

Há ainda a questão da medição. Programas de afiliados entregam dado de venda, algo que ações de awareness com criadores raramente oferecem. Isso pode levar anunciantes a comparar o custo de uma ação paga com o retorno gerado por criadores que já indicam produtos por comissão.

Disputa pelo vídeo como vitrine

O acordo reforça a aposta do YouTube em compras dentro da plataforma, incluindo transmissões ao vivo, formato que ainda busca escala em vários mercados. Para o AliExpress, que já disputa o consumidor brasileiro com outros marketplaces estrangeiros, o vídeo de criador funciona como vitrine com recomendação embutida, um caminho que tende a ganhar peso nas datas de varejo do fim do ano.

Leia também:

Acompanhe o Portal Meteoro para mais análises do mercado de mídia e OOH.

Fontes

Newsletter

Gostou? Receba a próxima.

Uma vez por semana, o que importa em publicidade, mídia e out of home.

Você pode cancelar quando quiser.

Leia também