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Domingo, 25 de outubro de 2026
Tecnologia Anúncios no ChatGPT passam a ser reescritos pela IA sem aprovação
Tecnologia

Anúncios no ChatGPT passam a ser reescritos pela IA sem aprovação

OpenAI liga por padrão ajustes automáticos de texto, imagem e destino nos anúncios no ChatGPT. Veja o que muda para as marcas e como desativar esse ajuste.

RM
Redação Meteoro 22 de outubro de 2026 · 3 min de leitura
Anúncios no ChatGPT passam a ser reescritos pela IA sem aprovação

A OpenAI vai ligar por padrão, no fim de outubro, ajustes automáticos de texto, imagem e página de destino nas campanhas de autoatendimento.

A OpenAI vai ativar por padrão as chamadas melhorias criativas nos anúncios no ChatGPT comprados pela modalidade de autoatendimento. Com o recurso ligado, o sistema pode criar ou alterar títulos e descrições, traduzir o texto, redimensionar imagens e trocar a página de destino por outra do site do anunciante que considere mais adequada à conversa. As variações podem ir ao ar sem que o anunciante revise ou aprove cada versão.

A mudança vale para campanhas novas e para as que já estão no ar. A página de ajuda da empresa indica ativação automática a partir de 29 de outubro, enquanto o comunicado enviado por e-mail aos anunciantes cita 30 de outubro. Quem não quiser o recurso precisa desligá-lo no Ads Manager.

Como funcionam os anúncios no ChatGPT com ajuste automático

A OpenAI informa que os ajustes partem do conteúdo que o anunciante já cadastrou e do que está publicado na página de destino. As versões podem ser preparadas antes ou geradas em tempo real, a partir do assunto da conversa em que o anúncio aparece. A documentação afirma que não há prévia de cada variação.

Recusas já registradas em nível de conta ou de campanha continuam valendo, e a configuração da campanha prevalece sobre o padrão da conta. Os relatórios seguem mostrando impressões, cliques, gasto, CTR e conversões atribuídas por campanha, grupo e anúncio, sem detalhamento confirmado por variação. A própria empresa alerta que oscilações de desempenho ao longo do tempo não provam, sozinhas, o efeito dos ajustes.

O que muda para marcas e agências

O modelo segue a lógica das campanhas automatizadas de buscadores e redes sociais, em que a plataforma assume parte da criação para ganhar escala. A diferença está no contexto: o anúncio passa a ser adaptado a uma conversa individual, o que torna mais difícil saber qual mensagem cada pessoa viu.

Para anunciantes de setores regulados, como saúde, finanças e bebidas, a troca automática de texto e de página de destino pede atenção a promessas, preços e avisos obrigatórios. Agências que respondem pela aprovação de peças também terão de decidir se aceitam veiculação sem revisão prévia.

Na prática, o caminho é revisar as configurações de cada conta antes da data de ativação, definir por campanha onde o recurso fica ligado e manter as páginas de destino atualizadas, já que elas passam a servir de matéria-prima para os textos gerados.

Receita publicitária em expansão

A mudança chega enquanto a OpenAI acelera o negócio de anúncios. Segundo informações do mercado, a receita publicitária da empresa pode passar de US$ 1 bilhão neste ano, e a equipe comercial vem sendo reforçada com profissionais vindos de outras plataformas de mídia.

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Fontes

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