IAB Brasil lança guia de IA na publicidade digital em 5 volumes
Guia de IA na publicidade do IAB Brasil chega em cinco volumes e vem com manual de conformidade sobre direitos autorais, LGPD, brand safety e rotulagem de IA.

Entidade publica nova edição do guia de inteligência artificial dividida pelas etapas da cadeia publicitária e um manual de conformidade para 2026.
O IAB Brasil lançou nesta semana a nova edição do Guia de Uso de Inteligência Artificial na Publicidade Digital, agora organizado em cinco volumes independentes. Junto com o guia de IA, a entidade publicou o Manual de Conformidade e Boas Práticas sobre Inteligência Artificial na Publicidade Digital, edição 2026, voltado às questões jurídicas e regulatórias do uso da tecnologia.
A primeira versão do guia saiu em 2024. De acordo com a entidade, a atualização reuniu mais de 50 profissionais de empresas associadas, em grupos de trabalho ligados ao Comitê de Inteligência Artificial e ao Comitê de Assuntos Regulatórios e Jurídicos.
Como o guia de IA está dividido
Os cinco volumes seguem as etapas da cadeia publicitária: Introdução e Conceitos, Pesquisa e Planejamento, Criação e Produção, Mídia e Otimização, e Medição e Atribuição. A ideia é que cada profissional consulte só a parte ligada à sua função, sem precisar ler o material inteiro.
A mensagem central da entidade é que o mercado sai de uma fase de corrida por volume de produção e entra em uma fase de curadoria. Com ferramentas que barateiam a criação de peças, o diferencial passa a ser o rigor do processo: supervisão humana ativa, política de governança, controle de direitos autorais e rastreabilidade em cada etapa. A CEO do IAB Brasil, Denise Porto Hruby, defende que estratégia, criatividade e julgamento humano continuam essenciais para transformar a tecnologia em resultado de negócio.
O que diz o manual de conformidade
O manual deixa claro que usar uma ferramenta automática não tira a responsabilidade de quem cria e publica o anúncio. Texto, imagem, vídeo ou áudio feitos com apoio de IA seguem sujeitos às regras de publicidade e aos direitos de terceiros. O documento revisa a LGPD, o Código de Defesa do Consumidor, a lei de direitos autorais e as normas do Conar, além de projetos de lei sobre rotulagem de conteúdo sintético e proteção de imagem e voz.
Entre as recomendações estão checar licenças antes de alimentar ferramentas com fotos, músicas, vozes ou textos de terceiros, cuidado com estratégias confidenciais inseridas em sistemas que podem guardar os dados, e avaliação de vieses nos resultados dos algoritmos. Sobre rotulagem, o manual sugere decidir caso a caso, com atenção especial a representações realistas de pessoas, vozes ou situações que não existem.
O que muda para quem compra e vende mídia
O volume de Mídia e Otimização e o capítulo de brand safety do manual interessam diretamente a quem opera campanhas. O material separa brand safety, que evita contextos nocivos, de brand suitability, que avalia se o ambiente combina com os valores e o público da marca, e recomenda monitoramento contínuo, avaliação de fornecedores e critérios claros de posicionamento.
Para agências e anunciantes, o manual serve como referência para revisar contratos com fornecedores de tecnologia e políticas internas. Para veículos e plataformas, sinaliza o que o comprador tende a exigir em transparência sobre o uso de IA na entrega e na otimização das campanhas.
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